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domingo, 20 de agosto de 2023 às 13:40 GMT+0

Mapa da curiosidade: Nação por nação, quem investe mais em pesquisas sobre a Amazônia?

A Amazônia, como a maior floresta tropical do mundo, tem despertado um interesse crescente em diversos países, resultando em uma gama diversificada de pesquisas publicadas nas últimas décadas, abordando sua biodiversidade única e desafiadora. Este resumo examina a evolução dessas pesquisas, bem como as nações líderes, instituições proeminentes, financiadores influentes e áreas de especialização que dominam a investigação amazônica.

Destaques:

  1. Diversidade de Investigações Geográficas e Temporais
    Desde 1975 até 2005, os Estados Unidos se destacaram como a principal fonte de estudos sobre a Amazônia. Entretanto, a partir de 2006, o Brasil assumiu a liderança como o principal contribuinte de pesquisas científicas sobre o bioma amazônico. Esse progresso é ilustrado pela análise de milhões de artigos científicos publicados globalmente, conduzida por Carlos Henrique de Brito Cruz, físico e vice-presidente sênior de Redes de Pesquisa da Elsevier.

  2. Papel Dominante do Brasil
    O Brasil emergiu como líder inquestionável nas investigações científicas sobre a Amazônia. No período entre 2012 e 2021, 16 das 20 instituições mais proeminentes envolvidas nas pesquisas são brasileiras. Entre elas, estão a Universidade Federal do Pará, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e a Universidade Federal do Amazonas. A Universidade de São Paulo (USP) lidera o ranking de instituições, acompanhada pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e outras entidades.

  3. Financiamento da Pesquisa
    O financiamento desempenha um papel crucial nas pesquisas sobre a Amazônia. As agências brasileiras de fomento à ciência, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) , assumiram posições de destaque como principais patrocinadores. Além disso, agências estaduais, como a Fapesp e a Fapeam, também contribuíram significativamente.

  4. Colaborações Internacionais e Parcerias
    As colaborações internacionais são essenciais para a pesquisa amazônica. Estados Unidos, Reino Unido e França lideram as parcerias de pesquisa com o Brasil. No entanto, é importante notar a falta de conexões robustas com outros países que compartilham partes desse bioma. A Colômbia, o Peru e outros países sul-americanos estão posicionados abaixo das principais nações parceiras.

  5. Áreas de Especialização
    Ciências Biológicas e Agricultura dominam a pesquisa na Amazônia, com uma vantagem considerável sobre outras disciplinas. Ciências do Meio Ambiente, Ciências da Terra e do Planeta, Medicina e Ciências Sociais completam as cinco principais áreas de estudo. Outras disciplinas, como Bioquímica, Genética e Biologia Molecular, também desempenham um papel fundamental.

PosiçãoInvestidorPaís
1Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)Brasil
2Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Brasil
3Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)Brasil
4Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam)Brasil
5Fundação Nacional da Ciência (NSF)Estados Unidos
6Conselho de Pesquisa de Meio Ambiente (Nerc)Reino Unido
7Conselho de Pesquisa de Meio Ambiente (Nerc)China
8Conselho de Pesquisa de Meio Ambiente (Nerc)Estados Unidos
9Agência Nacional de Ciência e Tecnologia (ANCT)Brasil
10Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj)Brasil

A crescente conscientização sobre a importância da Amazônia para o equilíbrio ecológico global tem levado a um aumento significativo na pesquisa científica sobre essa região. O Brasil emergiu como uma potência de pesquisa, liderando estudos e colaborações internacionais. No entanto, há ainda espaço para maior diversificação de parcerias e expansão de áreas de especialização, com potencial para ampliar ainda mais nosso entendimento da biodiversidade e dos desafios enfrentados pela Amazônia.

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