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sexta-feira, 19 de junho de 2026 às 11:04 GMT+0

Copa do Mundo 2026 e o calor extremo: 1 em cada 4 jogos pode ultrapassar o limite seguro

A Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, já entrou para a história como a edição com maior risco de calor extremo já registrada. Especialistas alertam que uma parcela significativa das partidas pode ocorrer em condições consideradas perigosas para jogadores, árbitros e torcedores, levantando debates sobre saúde, mudanças climáticas e o futuro dos grandes eventos esportivos.

Por que esta Copa é considerada a mais quente da história?

Três fatores explicam o cenário:

1. Período do torneio

  • A competição acontece entre junho e julho, justamente durante o verão do Hemisfério Norte, quando as temperaturas atingem seus picos anuais.

2. Escolha das sedes

  • Muitas partidas serão realizadas em cidades conhecidas pelo calor intenso e pela alta umidade, como Miami, Dallas, Houston, Atlanta e Monterrey.

3. Mudanças climáticas

  • Desde a Copa de 1994, também realizada nos EUA, a temperatura média global aumentou significativamente, elevando os riscos de estresse térmico.

O que dizem os estudos?

Pesquisadores analisaram décadas de dados meteorológicos e concluíram que:

  • 14 das 16 cidades-sede podem registrar níveis preocupantes de calor.
  • Cerca de 1 em cada 4 partidas pode exigir pausas obrigatórias para resfriamento.
  • Algumas partidas podem atingir níveis em que especialistas recomendam até mesmo o adiamento dos jogos.
  • Em cenários climáticos mais severos, parte das sedes pode enfrentar condições classificadas como de estresse térmico extremo.

Nem todas as cidades enfrentam o mesmo problema

As condições variam bastante entre as sedes:

  • Maior risco: Miami, Dallas, Houston, Kansas City, Atlanta e Filadélfia.
  • Risco moderado: Nova York/Nova Jersey, Los Angeles e Seattle.
  • Menor risco: Vancouver e a região de São Francisco, conhecidas por verões mais amenos.
  • México: além do calor, cidades como Cidade do México e Guadalajara enfrentam riscos de tempestades e raios durante o verão.

As medidas da FIFA

Para reduzir os impactos do calor, a FIFA implementou algumas ações:

  • Pausas obrigatórias para hidratação em todas as partidas.
  • Priorização de jogos diurnos em estádios climatizados ou cobertos.
  • Monitoramento climático em tempo real.
  • Possibilidade de ajustes em situações extremas.

Mesmo assim, médicos e especialistas consideram que as medidas podem não ser suficientes diante dos cenários mais críticos previstos.

O Brasil também será afetado

A Seleção Brasileira enfrentará a fase de grupos em cidades que aparecem entre as mais preocupantes do estudo:

  • Nova York/Nova Jersey
  • Filadélfia
  • Miami

A boa notícia é que os jogos foram programados para horários de fim de tarde ou noite, reduzindo parte do risco. Ainda assim, o calor poderá influenciar desempenho físico, recuperação dos atletas e estratégias das equipes.

Um problema que vai além do futebol

Além do calor, especialistas alertam para outros desafios:

  • Tempestades e raios capazes de interromper partidas.
  • Fumaça de incêndios florestais, especialmente no Canadá e no norte dos Estados Unidos.
  • Maior exposição de torcedores a condições climáticas extremas.

O debate também reacendeu discussões sobre a necessidade de adaptar calendários esportivos a um planeta cada vez mais quente.

A Copa do Mundo de 2026 promete grandes jogos e recordes de público, mas também servirá como um teste sem precedentes para o futebol em tempos de mudanças climáticas. O calor extremo, antes visto como um problema ocasional, agora se tornou um fator permanente no planejamento esportivo. O sucesso do torneio poderá influenciar a forma como futuras Copas e megaeventos serão organizados em um mundo onde temperaturas recordes se tornam cada vez mais frequentes.

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