Conteúdo verificado
sexta-feira, 27 de março de 2026 às 10:42 GMT+0

DNA nas Olimpíadas: COI decide que apenas mulheres biológicas competirão em 2028 -Novas regras proíbem atletas trans em categorias femininas

A decisão anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional marca uma mudança profunda nas regras de elegibilidade para competições femininas. A seguir está um resumo claro dos principais pontos.

Novo cenário olímpico

A partir dos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, o COI adotará uma regra unificada: apenas mulheres biológicas poderão competir nas categorias femininas. A medida busca padronizar critérios que antes variavam entre diferentes esportes e federações.

O que muda na prática

1. As categorias femininas serão restritas a atletas consideradas biologicamente femininas.
2. A regra será aplicada de forma global, substituindo a autonomia que cada esporte tinha para definir seus próprios critérios.
3. Mulheres transgênero não poderão competir na categoria feminina olímpica.

Como será feita a verificação

  • Será realizado um teste genético único na vida da atleta.
  • O exame detectará a presença do gene SRY, associado ao cromossomo Y.
  • O teste poderá ser feito por saliva, sangue ou cotonete bucal.
  • Resultado negativo para o gene SRY garante elegibilidade permanente na categoria feminina.

Justificativa do COI

Segundo a presidente Kirsty Coventry:

  • A decisão foi baseada em evidências científicas e orientação médica.
  • Pequenas diferenças físicas podem definir resultados em alto rendimento.

A medida busca garantir:

  • Equidade competitiva
  • Segurança em determinadas modalidades

Impacto para atletas trans e outras categorias

Atletas que não atenderem aos critérios:

  • Poderão competir em categorias masculinas
  • Poderão participar de categorias mistas
  • Poderão disputar categorias abertas (quando disponíveis)

Inclusão de atletas com DSD

  • A nova regra também se aplica a atletas com DSD (Diferenças no Desenvolvimento Sexual).
  • Essas condições envolvem variações genéticas, hormonais ou anatômicas.
  • Antes, algumas atletas com DSD podiam competir se controlassem os níveis de testosterona.
  • Com a nova política, a elegibilidade será definida exclusivamente pelo teste genético.
  • Um caso conhecido é o da atleta Caster Semenya, que possui cromossomos XY e já foi alvo de debates sobre elegibilidade.

O que muda em relação às regras anteriores

Antes:

  • Cada federação esportiva definia suas próprias regras
  • Algumas permitiam atletas trans com restrições hormonais

Agora:

  • O COI estabelece uma regra única para todos os esportes olímpicos
  • O critério deixa de ser hormonal e passa a ser genético

A nova diretriz do COI representa uma das mudanças mais significativas na história recente do esporte olímpico. Ao adotar um critério genético universal, a entidade busca garantir padronização e justiça competitiva, mas também intensifica debates globais sobre inclusão, ciência e direitos no esporte. A implementação em 2028 deverá gerar impactos relevantes tanto no cenário esportivo quanto social.

Estão lendo agora