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segunda-feira, 22 de junho de 2026 às 10:22 GMT+0

"Disseram que eu reclamava demais": SOMP - A doença invisível que rouba energia, afeta a autoestima e ainda é minimizada

A antiga Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), agora chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), afeta cerca de 170 milhões de mulheres no mundo. A mudança de nome busca refletir melhor a realidade de uma condição que vai muito além dos ovários e impacta diversos sistemas do organismo.

Muito mais do que um problema ginecológico

A SOMP pode causar sintomas como:

1. Cansaço constante e falta de energia
2. Menstruação irregular ou ausente
3. Ganho de peso e dificuldade para emagrecer
4. Crescimento excessivo de pelos
5. Dificuldade para engravidar
6. Ansiedade, depressão e baixa autoestima

Além disso, aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão e outras complicações metabólicas.

O problema da banalização dos sintomas

Um dos maiores desafios enfrentados pelas pacientes é que seus sintomas frequentemente são ignorados ou minimizados.

Muitas mulheres ouvem desde a adolescência frases como:

  • "Isso é normal."
  • "Toda mulher passa por isso."
  • "Você está exagerando."
  • "Você reclama demais."

Como consequência, inúmeras pacientes passam anos sem diagnóstico adequado, convivendo com dores, exaustão, alterações hormonais e sofrimento emocional sem receber a atenção necessária.

Uma condição que ainda sofre com falta de informação

  • Apesar de afetar cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, estima-se que até 70% dos casos não sejam diagnosticados. A falta de conhecimento sobre a síndrome, tanto na sociedade quanto em parte da comunidade médica, contribui para atrasos no tratamento e piora da qualidade de vida.

Por que a mudança de nome importa?

  • Os especialistas esperam que a nova nomenclatura ajude a ampliar a conscientização, melhorar os diagnósticos e estimular mais pesquisas e tratamentos. O objetivo é que a síndrome deixe de ser vista como um simples problema dos ovários e passe a ser reconhecida como uma condição crônica e complexa que merece atenção integral.

A SOMP não é apenas uma questão hormonal ou reprodutiva. Para muitas mulheres, ela representa anos de sintomas ignorados, diagnósticos tardios e a sensação de não serem levadas a sério. A mudança de nome é um passo importante para combater essa banalização e lembrar que, por trás de cada relato de cansaço, dor ou dificuldade, pode existir uma condição real que precisa ser compreendida e tratada adequadamente.

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