Terremoto na Venezuela (24/06): Tragédia deixa mais de 160 mortos e tremores são sentidos no Brasil
Imagem: Reuters
Na noite de 24 de junho de 2026, a Venezuela foi atingida por dois fortes terremotos em um intervalo de apenas 39 segundos, provocando uma das maiores tragédias naturais da história recente do país. Com centenas de vítimas, milhares de pessoas afetadas e graves danos à infraestrutura, o desastre mobilizou equipes de resgate nacionais e internacionais e chegou a ser sentido em áreas do norte do Brasil.
Dois terremotos em menos de um minuto
- O primeiro tremor atingiu
magnitude 7,2, seguido por um segundo ainda mais intenso, demagnitude 7,5. Ambos ocorreram a menos de 30 quilômetros de profundidade, característica que aumenta significativamente o potencial destrutivo dos terremotos. Após os dois abalos principais, mais de 20 réplicas foram registradas.
Mortes, feridos e destruição
Até a última atualização, as autoridades confirmaram:
- 164 mortos.
- Mais de 970 feridos.
- Diversos edifícios desabados ou com sérios danos estruturais.
- Milhares de pessoas evacuadas por risco de novos desabamentos.
As regiões de Caracas, La Guaira, Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón estão entre as mais afetadas, levando o governo a decretar estado de emergência.
Infraestrutura gravemente comprometida
Os terremotos provocaram uma série de impactos:
- Fechamento por tempo indeterminado do Aeroporto Internacional Simón Bolívar.
- Interrupção do metrô de Caracas e de linhas ferroviárias.
- Cortes de energia elétrica e falhas de internet.
- Problemas no abastecimento de água.
- Suspensão do fornecimento de gás em áreas de risco.
- Paralisação temporária das aulas e de atividades econômicas não essenciais.
Alertas e riscos continuam
Logo após os tremores, foram emitidos alertas de tsunami para partes do Caribe, posteriormente cancelados. No entanto, especialistas alertam que fortes réplicas ainda podem ocorrer nos próximos dias.
Além disso, permanecem elevados os riscos de:
- Novos desabamentos.
- Deslizamentos de terra.
- Liquefação do solo, fenômeno que compromete a estabilidade do terreno durante terremotos.
Tremores também foram sentidos no Brasil
- Segundo o Itamaraty, moradores de áreas da Região Norte próximas à fronteira com a Venezuela relataram os tremores. Em Belém, alguns edifícios chegaram a ser evacuados preventivamente, mas não houve registro de vítimas ou danos significativos em território brasileiro.
Ajuda internacional
- Diversos países anunciaram apoio humanitário à Venezuela. Equipes de resgate, médicos, equipamentos e suprimentos foram oferecidos por nações como Estados Unidos, México, República Dominicana, El Salvador e Catar. Líderes de França, Espanha, China, Argentina e outros países também manifestaram solidariedade às vítimas.
Um dos maiores terremotos da história recente do país
- De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), este foi um dos terremotos mais fortes registrados na Venezuela desde o início do século XX. A combinação entre elevada magnitude, baixa profundidade e proximidade de áreas densamente povoadas explica a enorme destruição observada.
Os terremotos representam uma das maiores emergências humanitárias enfrentadas pela Venezuela nas últimas décadas. Enquanto as equipes de resgate continuam procurando sobreviventes, milhares de famílias permanecem desabrigadas e o país enfrenta o desafio de reconstruir infraestrutura essencial. O episódio também reforça a importância da preparação para desastres naturais, de sistemas eficientes de resposta emergencial e da cooperação internacional em momentos de crise.
