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sábado, 21 de setembro de 2024 às 11:07 GMT+0

BC recolhe R$ 13 milhões em notas falsas em um mês - Confira os estados mais afetados com a fraude

Em 2024, o Banco Central do Brasil intensificou o combate à falsificação de cédulas, recolhendo mais de R$ 13 milhões em notas fraudulentas entre janeiro e agosto. Ao todo, foram identificadas 117.485 cédulas falsas em circulação, com uma concentração significativa na região Sudeste.

Estados mais afetados

São Paulo:

  • O estado lidera com 46 mil cédulas falsificadas, totalizando R$ 5,65 milhões. A nota de R$ 200 foi a mais falsificada, representando grande parte das apreensões. A dimensão do problema em São Paulo supera a soma das notas falsificadas dos dois estados seguintes no ranking.

Rio de Janeiro:

  • Em segundo lugar, o Rio de Janeiro registrou 12.806 cédulas falsas, no valor de R$ 1,61 milhão. Assim como em São Paulo, a nota de R$ 200 foi a mais falsificada, totalizando R$ 1,08 milhão do valor apreendido.

Minas Gerais:

  • Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com 14.623 cédulas fraudulentas, totalizando R$ 1,59 milhão. Nesse estado, a nota de R$ 100 foi a mais falsificada, com 6.071 cédulas (cerca de R$ 607 mil).

Bahia:

  • Em quarto lugar, a Bahia registrou R$ 744,763 em cédulas falsas, sendo a maioria delas também de R$ 200.

Santa Catarina:

  • O estado de Santa Catarina aparece em quinto, com R$ 460,368 em notas falsificadas, predominantemente de R$ 100.

Outros estados afetados incluem Paraná (R$ 408,582), Rio Grande do Sul (R$ 393,831), Pernambuco (R$ 324,935), Goiás (R$ 291,012) e Espírito Santo (R$ 201,728).

Estratégias dos criminosos

  • A nota de R$ 200 é a mais falsificada no país, especialmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A escolha por notas de maior valor é estratégica, pois facilita a circulação de grandes somas em um número menor de cédulas. Em Minas Gerais, no entanto, há uma preferência pela falsificação da nota de R$ 100, que também representa um valor significativo, mas é mais comum em circulação.

Impacto econômico

A circulação de R$ 13 milhões em dinheiro falso teria um impacto profundo na economia, especialmente no comércio. Para ilustrar, esse montante seria suficiente para comprar 133 carros Renault Kwid Outsider, modelo 2025, que custam cerca de R$ 66,5 mil cada, de acordo com a tabela Fipe.

Medidas necessárias

  • Esse cenário destaca a importância de medidas rigorosas para combater a falsificação de dinheiro. O Banco Central deve continuar a aprimorar as tecnologias de segurança das cédulas, como marca d'água, elementos holográficos e texturas especiais, para dificultar as tentativas de falsificação.

O recolhimento de R$ 13 milhões em notas falsificadas até agosto de 2024 reforça a gravidade da falsificação de cédulas no Brasil, especialmente na região Sudeste. A predominância das notas de R$ 200 como alvo dos falsificadores reflete uma estratégia criminosa para obter grandes lucros com menos volume de cédulas. O combate à falsificação requer uma ação conjunta entre o Banco Central, o comércio e a sociedade para garantir a segurança e a confiança no sistema monetário do país.

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