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quinta-feira, 7 de maio de 2026 às 10:21 GMT+0

Vício em compras sem controle: O perigo dos remédios que alteram a dopamina - Relatos de vício, dívidas e saúde mental

A escritora britânica Sally Gardner revelou que desenvolveu um grave vício em compras após iniciar o uso de medicamentos agonistas de dopamina para tratar a síndrome das pernas inquietas. Durante anos, ela não percebeu que o comportamento compulsivo estava ligado à medicação.

O caso destaca os impactos da compulsão na saúde mental, nas finanças e na vida emocional.

O início da compulsão

Após alcançar sucesso financeiro com seus livros, Sally passou a realizar compras excessivas e impulsivas, buscando a sensação de prazer e euforia causada pelo ato de gastar.

Entre os comportamentos relatados estavam:

  • compras repetidas e sem necessidade
  • esconder gastos
  • mentir sobre aquisições
  • dificuldade de controlar impulsos
  • sensação constante de culpa e vergonha.

Ela chegou a comprar o mesmo item várias vezes sem perceber o excesso.

A relação com os medicamentos

Os agonistas de dopamina aumentam a atividade da dopamina no cérebro e podem desencadear comportamentos compulsivos em alguns pacientes.

Entre os efeitos relatados estão:

  • vício em compras
  • compulsão sexual
  • jogos de azar
  • impulsividade extrema.

Muitos pacientes só percebem a relação entre o medicamento e o comportamento depois de anos.

Impactos na saúde mental

A compulsão afetou profundamente o equilíbrio emocional de Sally:

  • perda de controle sobre os próprios impulsos
  • ansiedade e sofrimento psicológico
  • sensação de estar “enlouquecendo”
  • perda de identidade
  • vergonha constante.

Especialistas alertam que compulsões não são apenas “falta de controle”, mas alterações reais nos mecanismos cerebrais ligados à recompensa e ao prazer.

Consequências financeiras e pessoais

O vício levou Sally a:

  • acumular grandes dívidas
  • perder cerca de 500 mil libras
  • vender sua casa
  • conviver com impactos emocionais permanentes.

Mesmo após descobrir a causa, ela afirma que ainda precisa lutar diariamente contra os impulsos.

Alerta que não pode ser ignorado

  • O caso de Sally Gardner, trazido à tona em 2026, forçou órgãos reguladores como a MHRA a revisarem as advertências sobre medicamentos dopaminérgicos. A lição fundamental é que a saúde mental não está isolada da saúde física; o que cura o corpo pode, por vezes, desequilibrar a mente.

A conscientização é a ferramenta mais poderosa para prevenir tragédias financeiras e emocionais. Compreender que a compulsão pode ser um sintoma clínico, e não apenas uma escolha, permite que pacientes e familiares busquem ajuda especializada antes que as consequências se tornem permanentes. A jornada de Sally agora é marcada pela vigilância constante e pela coragem de expor sua história para que outros não tenham suas vidas "sequestradas" pelo silêncio médico.

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