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sábado, 22 de março de 2025 às 09:48 GMT+0

5 sinais na fala que podem revelar Alzheimer precoce: Como identificar mudanças na linguagem para um tratamento adequado

A Doença de Alzheimer, também conhecida como Mal de Alzheimer, é a principal causa de demência no mundo, afetando milhões de pessoas. Segundo a Alzheimer’s Society, cerca de um milhão de pessoas no Reino Unido vivem atualmente com a doença, e estima-se que esse número aumente para 1,6 milhão até 2050. A doença é caracterizada pelo declínio progressivo da memória e das habilidades cognitivas, e sua detecção precoce é crucial para garantir o suporte e os cuidados médicos adequados. Uma das formas de identificar o Alzheimer em estágios iniciais é observar mudanças na fala e na linguagem, que podem ser sinais precoces de declínio mental. Sarah Curtis, pesquisadora da Nottingham Trent University, destaca cinco alterações na linguagem que podem indicar o início da doença.

1. Pausas, hesitações e imprecisões

Um dos primeiros sinais do Alzheimer é a dificuldade em lembrar palavras específicas. Isso leva a pausas frequentes e longas durante a fala. A pessoa pode recorrer a descrições vagas ou falar em torno da palavra esquecida. Por exemplo, em vez de dizer "cachorro", ela pode descrever o animal: "as pessoas têm esses animais de estimação... eles latem... eu costumava ter um quando era criança". Essa hesitação é um indicativo precoce de problemas cognitivos.

2. Uso de palavras com significado errado

Outro sinal é a substituição de palavras por outras relacionadas, mas semanticamente incorretas. Por exemplo, ao tentar dizer "cachorro", a pessoa pode usar "gato" ou até mesmo uma categoria mais ampla, como "animal". Essa confusão ocorre porque o cérebro tem dificuldade em acessar o vocabulário preciso, especialmente em estágios iniciais da doença.

3. Falar sobre uma tarefa em vez de fazê-la

Pessoas com Alzheimer podem demonstrar dificuldade em realizar tarefas simples e, em vez disso, falar sobre seus sentimentos em relação à atividade. Frases como "Não tenho certeza se consigo fazer isso" ou "Eu costumava ser bom nisso" são comuns. Essa tendência de verbalizar dúvidas ou habilidades passadas, em vez de agir, pode ser um sinal precoce da doença.

4. Menor variedade de palavras

Um indicador mais sutil é a redução no vocabulário. Indivíduos com Alzheimer tendem a usar uma linguagem mais simples, repetindo as mesmas palavras com frequência. Eles também podem recorrer a conectivos como "o", "e" ou "mas" para preencher frases, em vez de utilizar um vocabulário mais diversificado e complexo.

5. Dificuldade em encontrar as palavras certas

A doença afeta a capacidade de pensar em palavras específicas, especialmente aquelas que pertencem a uma categoria. Testes cognitivos frequentemente avaliam essa habilidade, pedindo que o paciente nomeie alimentos, partes do corpo ou palavras que começam com a mesma letra. Conforme a doença progride, essa tarefa se torna cada vez mais desafiadora.

A idade é o principal fator de risco para o Alzheimer, com a probabilidade de desenvolvimento dobrando a cada cinco anos após os 65 anos. No entanto, o Alzheimer de início precoce pode afetar pessoas com menos de 65 anos, representando cerca de 5% dos casos. Embora esquecer palavras ocasionalmente seja normal, problemas persistentes e progressivos na fala e na linguagem podem ser sinais precoces da doença. Identificar essas alterações é especialmente importante para grupos de risco, como pessoas com Síndrome de Down, que têm maior probabilidade de desenvolver Alzheimer. A detecção precoce permite intervenções médicas e suporte adequado, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e seus cuidadores.

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